Em coletiva em Várzea Alegre, o senador Cid Gomes (PSB) foi direto ao ser questionado sobre a possibilidade de apoiar a pré-candidatura do irmão, Ciro Gomes (PDT), ao Governo do Ceará. O ex-governador foi categórico: não estará ao lado de Capitão Wagner (União Brasil) e André Fernandes (PL) em uma eleição.

Segundo Cid, sua trajetória política sempre seguiu a mesma coerência e, no próximo pleito, o natural será permanecer na coligação que apoia a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Ele lembrou que, no ano passado, chegou a haver especulação sobre um rompimento com o PT no Ceará, mas a aliança histórica se manteve.

“Quem mudou de lado foram eles”, disse, em referência a Ciro e aliados como os ex-prefeitos de Fortaleza Roberto Cláudio e José Sarto. Para Cid, juntar-se a esse grupo seria incoerente: “Mudar para ter uma condição diferente, muito bem, mas mudar para se juntar ao que a gente sempre colocou como gente que tem feito mal ao Ceará, para mim, não faz sentido”.

Críticas ao PT, mas permanência no grupo

Apesar de reafirmar apoio a Elmano, Cid não deixou de fazer críticas. O senador mencionou uma centralização de poder no PT cearense, acusando setores da sigla de tirar aliados para fortalecer internamente o partido.

“Fui governador, tratei bem meus aliados. Nunca tirei lideranças de partidos que estavam comigo para trazer para o meu. Pelo contrário, sempre ajudei os aliados”, pontuou.

Ainda assim, Cid destacou que suas queixas são feitas “dentro de casa” e concluiu que sua posição continua firme: “O natural é permanecer onde estou”.